Comércio do Rio deixa de faturar R$ 130 mi por dia devido a protestos, diz sindicato
Julia Affonso
Do UOL, no Rio
Do UOL, no Rio
-
Marcelo Carnaval/Agência O Globo
O comércio costuma fechar mais cedo em dia de manifestação, por medo de depredações
Os bairros mais afetados foram o centro da cidade (que abriga a Câmara dos Vereadores e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e onde foi realizada a maioria das passeatas), Laranjeiras (onde fica o Palácio Guanabara, sede do governo estadual) e Leblon (onde manifestantes fizeram acampamentos na rua onde mora o governador Sérgio Cabral), ambos na zona sul, e Barra da Tijuca, na zona oeste.
"O comércio não fica o dia inteiro fechado, mas há um clima de insegurança, uma incerteza sobre o que vai acontecer. As pessoas ficam com medo e vão às ruas comprar apenas artigos de primeira necessidade, como remédio e comida. Os demais elas não compram", afirmou Gonçalves. "Há problemas também para se locomover. Ontem [quinta-feira (15)], as pessoas não conseguiam chegar até o centro. Com tudo isso, a gente percebeu que as vendas diminuíram."
Os prejuízos citados por Gonçalves não levam em consideração os problemas que as lojas tiveram com atos de vandalismo, como quebras de vidraças e saques. Para isto, a Age-Rio (Agência Estadual de Fomento) criou, em junho, um financiamento específico para os lojistas afetados pelo quebra-quebra, com juros mais baixos e financiamentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário