DE UMA CARTA DE RENATO CALDAS A ALUIZIO ALVES
Em maio de 1953, Renato
Caldas estava na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal. Trabalhava por lá, mas, sobretudo
estava aguardando a promessa que Aluízio Alves o fizera para publicar a 2ª
edição de “Fulô do Mato”.
No dia
11 de maio daquele ano, Renato escreve uma carta ao Deputado Aluízio Alves,
cujo teor da poesia foi esta:
Aluízio meu amigo
Somente
hoje consigo
Assunto
pra lhe escrever
Sou
um pobre flagelado
Vivo
em São Paulo apertado
Trabalhando
pra comer.
O
meu viver é tirano
Não
gosto de Italiano
E
sou forçado a gostar
O
regime é esquisito
De
tanto comer cabrito
Já
comecei a berrar.
Aqui o frio é malvado
Estou
ficando congelado
E
não tenho cobertor
Quero
deixar esta peste
Regressar
para o nordeste
Prefiro sentir calor.
Para
salvar-me quem há de?
Somente
sua vontade
É quem pode me salvar
Tenha
pena de Renato
Apresse “Fulô do Mato”
Não posso mais demorar.
Desde
já muito obrigado
Disponha
do seu criado
amigo,
sincero, exato
se
for possível eu lhe peço
abaixo
tem o endereço
Responda
para Renato.
Não
sabemos qual foi a resposta de Aluízio Alves, mas o certo é que em junho de
1953, mas precisamente na casa do jornalista Francisco Góis de Assis, da
“Tribuna da Imprensa, no Rio de Janeiro, foi feito o lançamento da 2ª edição de
“Fulô do Mato”.
Francisco Martins
Referências:
Tribuna do Norte, Natal,
6 jun 1953. Coluna “Revista da Cidade”, p. 2.
_____________, Natal,
14 jun 1953. Coluna “Revista da Cidade”, p. 2.
http://blogdofernandocaldas.blogspot.com.br/
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