Confira um manual de sobrevivência para quem tem dificuldade em controlar o impulso na hora das compras
Por
Bárbara Ladeia- iG São Paulo
Já
aconteceu com todo mundo, ou quase: você chega no caixa do supermercado
para passar as compras e o valor da conta é bem maior que o previamente
imaginado. Você sai da loja encucado pensando “como os preços subiram!”
e começa a se preocupar com as contas do mês.
1 – Irás aos mesmos supermercados
Parece
estranho, mas saber exatamente onde fica cada produto vai te ajudar
muito a evitar as compras por impulso naquela “passeadinha” enquanto
procura o pão ou o leite. O próprio Massaro diz utilizar essa técnica
para evitar gastar mais que o previsto. “Na maior parte das vezes os
supermercados são organizados de forma similar, em uma escala produtos
de menor valor agregado para a direita, como frutas e legumes, e outros
mais caros, como os eletrodomésticos à esquerda”, explica. “Só que nem
sempre é assim, então você se vê obrigado a circular. Melhor ir na loja
em que você sabe onde as coisas estão.”
2 – Evitarás as promoções “pague dois leve três”
Tudo
no supermercado tem uma razão de estar lá, inclusive aquela promoção
para desovar o estoque que está com o vencimento mais próximo. E os
profissionais do varejo sabem o quanto nós, meros mortais, somos
incapazes de resistir a uma promoçãozinha. Por isso, repita como um
mantra: não importa a promoção, comprar o que não precisa será,
invariavelmente, um gasto a mais.
3 – Não tentarás sair em vantagem
Exatamente
por que eles sabem dos nossos impulsos e do nosso comportamento no
comércio, Massaro tem uma má notícia. “A gente não consegue vencer o
supermercado e temos a necessidade psicológica de levar alguma
vantagem”, diz. Quando você estiver pensando que este ou aquele produto
está saindo “quase de graça” é porque você estava pagando mais antes e,
naquele momento, era interessante para o mercado fazer você acreditar
que está em vantagem.
O mesmo se aplica a
“oportunidades únicas” e também a àquelas promoções das dez últimas
unidades da televisão plasma ou do fogão de seis bocas: o dinheiro que o
mercado está deixando de receber na promoção certamente é compensado
nos outros produtos.
“A gente sai de uma gôndola com a falsa sensação
de ter saído em vantagem e no fim o produto não vai te atender”, diz.
Além disso você fica mais propenso a compensar o ganho naquele papo “já
que economizei no arroz, vou comprar um feijão de primeira”.
4 – Ficarás o mínimo de tempo possível no supermercado
Como
a “luta contra esse exército”, como disse Massaro, é tão desigual, a
melhor saída é ficar o mínimo de tempo exposto aos estímulos para os
olhos e a mente. Se você não pretende gastar mais que o necessário,
evite passear no supermercado – o mesmo vale para shopping centers e
galerias. 5 – Não estocarás alimentos
Aproveitando
esse assunto, é bom lembrar que você só está em guerra dentro do
supermercado e não fora dele. Não faça grandes estoques, caso contrário
você correrá o risco de ter produtos vencidos e principalmente de perder
as contas do que você realmente tem em casa. 6 – Não levarás as crianças
Se
a ideia for passar pouco tempo na loja, é evidente que as crianças
devem ficar em casa. No entanto, essa preocupação é fundamental para
quem planeja gastar o mínimo, principalmente porque elas pedem – e
muito. São bravos os corações e raras as carteiras que resistem aos
olhinhos brilhantes pedindo o pacote de biscoitos recheados do
personagem do momento – que custa o dobro do preço de um outro não
licenciado.
Divulgação
Companhia só vale no supermercado se for para te ajudar a gastar menos
7 – Buscarás estar em boa companhia (financeira, é claro)
Portanto,
como diz Massaro, o melhor jeito de ir ao supermercado é sozinho.
Exceto para aqueles que têm dificuldade em controlar o impulso. Esses
devem sim levar alguém mais controlado que eles, que possa por limite
nas compras. “Se for para levar alguém com você, leve alguém que te
segure. Uma pessoa que faz comprar mais não ajuda.”
8 – Farás listas e mais listas
“Ir
para um supermercado é um momento de guerra e o seu planejamento de
ataque é a lista”, brinca Massaro. Piadinhas à parte, o especialisa
explica que ter uma lista nas mãos lembra você do que você realmente
precisa comprar – não serve apenas para não te deixar esquecer dos itens
relevantes. Por isso, mesmo se tiver a lista decorada, leve ela para as
compras e a mantenha sob os olhos o tempo todo.
9 – Observarás todas as prateleiras
Parece
paradoxal, mas não é. Se você não tiver uma preferência clara por esta
ou aquela marca, quando estiver na sessão do produto que vai pegar
naquele momento, olhe de cima a baixo. Os produtos expostos na altura
dos seus olhos estão estrategicamente posicionados ali com base em
pesquisas sobre a estatura média de homens e mulheres em determinada
região. Não estranhe se os produtos mais caros estiverem ali, ao alcance
da mão – em alguns casos, há até empresas que pagam por um bom
posicionamento na prateleira. Ou você acha que, em algumas livrarias,
por exemplo, aquela pilha de livros que te recebe logo na entrada é uma
forma de curadoria literária? Aliás, aproveite para comparar com as
listas dos mais vendidos e tire qualquer dúvida de que essa estratégia
funciona.
10 - Ficarás ainda mais vigilante se situação financeira piorar
Claro
que você pode fazer tudo isso, só não pode ficar paranóico. Massaro
mede o excesso de preocupação com a régua do bom senso. “Quanto mais
precária for sua situação financeira, maior terá de ser a sua paranoia”,
diz. “Quem está bem de vida pode se dar ao luxo de ser ineficiente
eventualmente, mas é preciso estar consciente disso.”
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