Estatística suja: Índia mantém 1,3 milhão de catadores de excrementos

Mulheres 'dalits' são obrigadas a catar excrementos/Foto: Reprodução:
A
índia mantém uma das mais sujas estatísticas do mundo. No país,
considerado atualmente como uma potência e que mandou até foguete para
Marte, cerca de 1,3 milhão de pessoas trabalham como "catadores de
excrementos". De acordo com reportagem da Folha, os catadores pertencem a
uma casta considerada inferior, os dalits (intocáveis). Mesmo com uma
das maiores taxas de crescimento do mundo, cerca de 600 milhões de
pessoas fazem necessidades ao ar livre, ou no mato. Outras 15 milhões
usam as chamadas "latrinas secas", que são buracos no chão usados por
toda a família para fazer necessidades. Outro dado segregador é que as
mulheres são 98% dos catadores de excrementos. Dados do Banco Mundial
apontam que uma em cada dez mortes da Índia é decorrente da falta de
saneamento básico – ou seja, cerca de 780 mil indianos morrem por ano
por problemas de saneamento. Em junho de 2011, o primeiro-ministro,
Manmohan Singh, afirmou que a atividade de catar excrementos manualmente
era "uma das maiores manchas no processo de desenvolvimento da Índia" e
prometeu eliminar a prática até o fim daquele ano. Ainda de acordo com a
Folha, mesmo com a aprovação de duas leis que proíbem esse tipo de
trabalho, em 1993 e 2013, os avanços são ainda lentos.
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