sábado, 3 de maio de 2014

PAIS X ADOLESCENTES (CONTINUAÇÃO)


Veja temas que você já deveria ter conversado com seu filho adolescente 

DROGAS LÍCITAS - Embora tão nocivos quanto as drogas ilícitas, o álcool e o tabaco são mais aceitos socialmente ?muitas vezes, com a desculpa de que acabam facilitando a interação e atenuam a timidez. Na adolescência, os jovens se vêem diante de diversos caminhos e oportunidades até então desconhecidos e, para que se sintam pertencentes a um grupo, frequentemente, sentem necessidade de experimentar algo novo. "Não tem jeito: tocar nesse assunto com os filhos não é tarefa fácil, mas o diálogo baseado em uma postura compreensiva e esclarecedora surte muito mais resultado do que cobranças e proibições", afirma a psicanalista e pedagoga Frida Leão. Para a psicopedagoga Maria Teresa Sauer, entretanto, a conversa não será suficiente se não for coerente com o comportamento dos próprios pais. "A verdadeira informação vem do modelo que os responsáveis passam. O exemplo ainda é o grande professor na maioria dos ensinamentos que envolvem os adolescentes".

CYBERBULLYING - As picuinhas e brigas da infância podem tomar proporções avassaladoras na adolescência, principalmente em tempos de exposição exagerada nas redes sociais. A internet pode servir de palco para confusões, fofocas, intrigas e bullying. "Muitas vezes, o jovem se expõe em demasia, colocando fotos ousadas, conversando com pessoas que não conhece, comentando sobre coisas muito intimas e virando alvo fácil de pessoas mal intencionadas. Em outros casos, pode praticar bullying contra colegas de escola pela rede, usando vídeos e fotos, e inventando mentiras, o que causa um enorme sofrimento e mesmo a necessidade de tratamento psicológico para conseguir lidar com a situação", diz a psicóloga Cynthia Wood. Não são poucos os casos em que todos ?praticante, pais, caluniado, escola? acabam pagando caro por brincadeiras de mau gosto, já que alguns vão parar nos tribunais. É preciso orientar os adolescentes sobre as consequências de seu comportamento na rede, pois ambos os papéis ?agressor ou vítima? podem ter resultados devastadores para toda a família...

PRECONCEITO - Para Luciana Barros de Almeira, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), não se trata apenas de lançar um discurso politicamente correto para os filhos, mas também de aceitar que, no mundo atual, as pessoas têm liberdade e direito de pensar, sentir e agir de acordo com seus princípios. "Não somos obrigados a concordar com as regras de comportamento e conduta alheias, mas precisamos respeitá-las e ensinar isso aos jovens. Quando algo nos incomoda, temos o direito de nos afastar, mas sem denegrir a imagem do outro", afirma Luciana. Na opinião da psicóloga Cynthia Wood, os pais devem prestar atenção ao que falam e como falam. "E se perceberem que o preconceito, seja lá qual for o alvo, vem do próprio adolescente, devem esclarecer as dúvidas e procurar desmistificar o assunto, a fim de que o filho veja que no mundo existe diversidade"...

SEXO - Doenças sexualmente transmissíveis e as consequências de uma gravidez precoce são tópicos espinhosos, já que implicam aceitar que o filho iniciou ou está prestes a começar a vida sexual. No entanto, são obrigatórios. Apesar de as informações serem mais acessíveis hoje em dia, quando o jovem pode contar com os pais e esclarecer suas dúvidas fica mais fácil. "E se os adultos apostam na conversa aberta, sem mitos e tabus, criam um círculo de confiança, que faz com que os adolescentes se sintam seguros em pedir um preservativo ou um anticoncepcional sem ter de fazer nada às escondidas", declara a psicóloga Cynthia Wood. Levar os filhos para uma consulta médica com ginecologista ou hebiatra (especialidade que cuida de adolescentes) também é imprescindível. Sobre o momento ideal para abordar o tema, não há. "Fale quando surgir a oportunidade: quando o jovem perguntar, se alguma campanha estiver sendo veiculada pela mídia, se estiverem assistindo a algum filme... Só evite invadir a privacidade alheia com perguntas impertinentes", diz Luciana Barros de Almeida, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

DROGAS ILÍCITAS - As drogas estão em todos os lugares e classes sociais. Segundo a psicanalista e pedagoga Frida Leão, cabe aos pais acolher e transmitir segurança aos filhos, criando um ambiente em que o tema possa ser abordado e discutido. Assim o adolescente terá a oportunidade de expor sentimentos e opiniões para que, junto ao seu grupo familiar, possa reforçar seus valores e sua autoestima. "O que é considerado tabu acaba não sendo conversado, elaborado e interpretado, impossibilitando a aprendizagem", fala Frida. Os pais devem também se manter informados sobre o tema ?inclusive o surgimento de novas drogas? para falar com propriedade sobre ação e reação...

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