Na visão do planejador financeiro da Dinheiro em Foco,
Ricardo Fairbanks Cacciaguerra, consertar um problema sai sempre muito
mais caro do que prevenir-se. Em alguns casos, ele estima que a
prevenção pode custar menos de 1% do prejuízo por negligência.
Consultados pelo iG, os especialistas citaram os principais exemplos de que não gastar pode virar um problema bem maior no futuro:Economizar nas aplicações para a aposentadoria – Aplicar um valor baixo mensal em um plano de previdência privada pode ser prejudicial para garantir o padrão de vida desejado com a renda que se vai obter, ressalta Cacciaguerra, da Dinheiro em Foco. “O ideal é que se destine algo em torno de 10% da renda bruta familiar, no mínimo, para ter um futuro tranquilo”, recomenda o especialista.
Abrir uma empresa sem investir em planejamento – “Empreender sem antes fazer um plano de negócios é como saltar de um avião sem paraquedas”, observa Cacciaguerra. O consultor relata ser comum que empresas altamente endividadas começaram a investir altos montantes em projetos que não foram bem estudados. Segundo ele, arrumar a situação sai muito mais caro do que começar do jeito certo.
Alimentar-se com comida barata –
Quem consome só um tipo de comida para economizar pode estar engordando
a conta da farmácia e do médico, lembra a educadora Suyen. É tentador
gastar menos com pacotes de macarrão instantâneo e alimentos enlatados,
mas o risco de privar-se de nutrientes importantes e perder a saúde
definitivamente não compensa a economia.
Descuidar da revisão do carro –
Escolher o óleo mais barato, não trocar os pneus, abastecer o tanque com
gasolina batizada e esquecer a manutenção do veículo pode parecer uma
grande economia, mas o prejuízo certamente será maior, diz Syuen. Além
de o carro ter pior rendimento e os defeitos surgirem, é um risco à
segurança do motorista. “Um acidente pode custar 30 vezes mais que a
manutenção”, calcula Cacciaguerra.
Lotar o armário com roupas baratas –
É preferível comprar dez blusas por R$ 200, ou apenas uma pelo mesmo
preço? Vai depender da qualidade, na análise da educadora Suyen. “De que
adianta ter o guarda-roupas cheio de peças descartáveis?”, questiona.
Ela diz ser mais econômico investir em uma peça que vai durar por muito
tempo do que em várias que ficarão esgarçadas na primeira lavagem.Não fazer um seguro para o carro – O risco que se corre em uma colisão ou roubo frente ao custo de um seguro não compensa, alerta Cacciaguerra, da Dinheiro em Foco. “Se quiser ter um carro, não fique sem seguro”, sugere. Mentir para reduzir o custo do seguro é outra grande furada, observa Suyen. “O seguro não vai te pagar o sinistro se você faltou com uma informação verdadeira”.
Comprar produtos pirata – É tentador pagar três vezes menos por uma falsificação daquela marca desejada. Apesar das semelhanças, o consumidor está levando gato por lebre, além de incentivar o crime, na opinião de Suyen. “Se o produto estragar, não tem garantia alguma, nem com quem reclamar. O perfume pirata não tem fixação, de que adianta? Maquiagem falsa pode trazer problemas de saúde e ninguém vai te indenizar”, exemplifica a especialista.
Escolher o material de construção mais barato – Ao fazer a manutenção da casa, é uma fria comprar itens de má qualidade. A dor de cabeça pode surgir quando o piso de cerâmica porosa dificultar a limpeza e rachar, ou quando aquela tinta econômica descascar em pouco tempo, exemplifica a educadora Suyen. Pagar mais por peças resistentes vai garantir tranquilidade e economia no futuro.
FONTE:http://economia.ig.com.br
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