A partida entre Grêmio e
Santos, realizada na noite desta quinta-feira, extrapolou as quatro linhas por
conta de variados conflitos. Ao final da noite, três torcedores foram
julgados e punidos no Juizado Especial Criminal do próprio estádio. No entanto, o goleiro Aranha
não prestou queixa por ato racista oriundo da torcida gremista.
Um dos torcedores levou dez
jogos de punição por “conduta inconveniente”, ao tentar ultrapassar a grade de proteção que separa
arquibancada do campo (assista ao vídeo). Como pena, terá
de comparecer a Delegacia de Pronto Atendimento durante jogos do Grêmio.
Outro foi julgado por ter arremessado
um telefone celular ao gramado e ficará proibido de frequentar estádios pelo
período de um mês. Já um torcedor santista, que estava banido de partidas do
clube paulista, tentou ingressar na Arena, mas fora identificado pela polícia e
acabou denunciado pelo Ministério Público por “desobediência”.
O goleiro Aranha optou
por não prestar queixa após ser vítima de racismo. No entanto, será intimado a representar
denúncia.
- Ele precisa vir aqui na
delegacia e representar queixa. Se o goleiro não vem, a delegacia vai intimá-lo
para que venha representar - afirma a juíza Viviane de Faria Miranda.
O final da partida teve
momentos de tensão na Arena. Irritados com o placar, torcedores xingaram o
arqueiro santista e tentaram invadir o gramado. Um grupo chegou a abrir um dos
portões que dá acesso ao campo. Orientadores do estádio tiveram de pedir apoio
de seguranças para evitar a invasão. Policiais militares também foram chamados
para se posicionar atrás do gol que era defendido pelo goleiro santista.
Durante a confusão, um
torcedor lançou rolo de papel higiênico ao gramado. Com segurança reforçada, o
conflito reduziu com o apito final. Do lado de fora do
estádio, um grupo de 20 torcedores ainda tentou invadir a área do
estacionamento que dava acesso a zona mista, forçando a grade de acesso. Também
foram contidos por seguranças.FONTE:http://globoesporte.globo.com/rs/noticia/
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